terça-feira, 1 de abril de 2014

A arte de ser recíproco, não é crer na reação após a sua ação.
É apenas ver a gratidão.
E é o que mais está em falta!

Lucas Vechiato

sexta-feira, 28 de março de 2014

Entre a fumaça dos cigarros e os goles de whisky, eles se cortejavam.
Uma troca incessável de olhares.
Mas ela sabia.
Sabia que para ele nada mais seria do que mais uma noite .
Mais uma mulher.
Mais um orgasmo.
Mas ela não se importava.
Tudo o que queria era mergulhar naquele coração negro.
Sentir o gosto da bebida em seus lábios.
Tudo o que o que ela queria era aquela noite.
E que naquela noite seus meios ficassem extasiados em torpor.

Lucas Vechiato

terça-feira, 11 de março de 2014

Verdade absoluta.
Dizem que todos tem uma, mas atualmente são duas que se destacam mais, dentre tantas.
Deus e Ciência.
A ironia é que ambas são totalmente distintas, mas tem um ponto crucial em comum:
Ninguém consegue explicar o surgimento.
Não vou adentrar no assunto, pois não escrevo hoje para questionar a Fé ou o Big-bang,
até porque sou agnóstico e no ponto de vista das duas partes não passo de alguém que tem dúvidas e nenhuma ''verdade''.
Ai é o ponto de minha reflexão.
Qual a diferença entre um ateu e um cristão, se ambos defendem sua verdade absoluta com a mesma intensidade, e em uma discussão quase nunca se dão o beneficio da dúvida?
Será que por trás de tanta disputa e altercação, todos defendem um mesmo princípio?
Enfim, abnego-me e aconselho-os a fazer o mesmo, pois é apenas um agnóstico que voz fala.

Lucas Vechiato

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Reclamara o suficiente da vida, a ponto de sentir vergonha alheia de si.
As pessoas tinham mudar.
Os lugares tinham que mudar.
Mas ele não mudava.
De certo que ele reclamava com razão.
Mas só a razão não mudara nada.
Na realidade a duvida era mais inconstante do que uma certeza.
Estava cheio de suas perguntas e das respostas vagas.
Estava cansado da monotonia, que demasiadamente lhe abraçava a cada amanhecer de sua rotina.
Precisava de uma nova perspectiva.
Há, mas que clichê.
Já se ressentia só de pensar, devido as constantes tentativas pífias.
Ele sempre olhara as coisas em perspectiva, mas o que precisava agora não era de uma visão.
Precisava de um soco na boca.
Talvez uma crença diferente?
Heroína na veia?
Uma semana de sexo anal com catorze garotas distintas?
Não!
Sua vontade de mudança ia além disso.
Já estava farto de sua própria hipocrisia senda servida no café, almoço e jantar.
De pessoas vintage e mainstream.
Do certo e do errado.
Ele apenas queria.
Queria mudar.
E então mudou.

Lucas Vechiato.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O amor nada mais é do que egoísmo.
É não querer ficar sozinho.
É o você estar bem, porque ambos estão felizes.
É poder dividir a pipoca, os pensamentos e a raiva.
É saber que no final de tudo, alguém estará ali.
É brigar porque você chegou tarde, e gostar da preocupação.

Às vezes é poder ter em quem mandar.
E a maioria das outras é ter a quem obedecer.
É se enjoar.
E sentir falta.

É olhar, e ser olhado.
Amar, e ser odiado.
E vice-versa.

É falar e não ouvir.
E depois escutar e abraçar.

É não querer saber a opinião.
E depois pedir conselhos.

O amor, nada mais é do que egoísmo.
Acompanhado de tudo aquilo que mais desejamos.

Lucas Vechiato





sábado, 21 de dezembro de 2013

A mesma frase, seguida das mesmas opiniões.
Uma fajuta demagogia.
As vezes sinto que vivemos num lapso temporal incessante.
Alguns chamam de realidade.
Particularmente creio que a melhor nomeclatura seria ''Dejà vu ''.

Lucas Vechiato

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Ah, o tempo. Tempo que passa e que não passa.
Tempo que prejudica, tempo que ajuda.
Tempo que chove, tempo que faz sol.
Tempo ontem, hoje e amanhã.
Gozado como o tempo se tornou algo curioso para nós.
Quase nos esbarramos na infância, mas foi sua irmã que me pegou no colo.
Quase conheci sua mãe, mas foi na casa de seus tios que meus pais iam nos churrascos de domingo.
Quase fomos amiguinhos, mas foram com seus primos com quem eu jogava vídeo game na infância.
E daí veio a escola.
Durante anos nos víamos, mas não nos olhávamos.
O tempo nos afastava.
E então sem aviso ele nos uniu.
Ah, e como uniu.
O tempo jogou a nosso favor, mas nós não jogamos a favor dele.
E então ele nos separou de novo.
Talvez ele tivesse se enganado.
Talvez ainda não fosse a hora certa para nós.
E então ele foi cruel e paciente.
E quando já estávamos caminhando em caminhos opostos, ele nos jogou um perante o outro.
E só assim então nós nos enxergamos e ''o'' enxergamos.
E aprendemos a respeita-lo e a nos respeitar.
Agora aqui estamos.
5 anos que nos conhecemos, 1 ano que voltamos.
E a eternidade não é o limite.
Pelo menos assim espero.
Eu te amo minha pequena.
Eu te amo minha princesa.
Eu te amo minha Priscila.

Parabéns para nós <3


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Toc, toc, toc.
Os dedos tamborilam no teclado.
O lápis dorme na ponta da boca.
Os olhos vagam pelo branco.
As ideias não encontram um caminho para o papel.

Tum, tum, tum.
Sinto os segundos passando a cada batida de meu coração.
A noite pouco a pouco tornando-se manhã.
O relógio incansavelmente trocando os números.
A vida se tornando morte.

-, -, -
O silêncio, mútuo, apenas ele e eu.
O destino, de costume pragmático.
Visivelmente, tudo parado.
Psicologicamente, hora a Sé as seis da tarde, hora minha rua as duas e trinta e sete da madrugada.

Tlec, tlec, tlec
O teclado digitando.
Apagando.
E colocando o ponto final.

Lucas Vechiato
 


domingo, 25 de agosto de 2013

E ela sorri.
E dança.
E eu danço.
E fala mais uma asneira.
E eu rio.
E ela ri.
E ela canta.
E dança.
E sorri.
Assim como uma criança.

Demasia.
Me apaixono em demasia.
Para sempre.
Sempre.

Lucas Vechiato

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Podia ver a virilidade do homem ao tentar cortejar a moça.
Também via a confusa hipocrisia da mesma, ao aceitar ou não aceitar.
Podia ver pessoas tragando a morte em um cigarro e não se importando.
O que me fazia pensar - Para que viver oitenta anos se não faz o que quer?
Via as risadas perdidas no segundo, num lapso único do tempo que já passou.
E a criança mendiga com fome, pedindo uma moeda e recebendo desprezo.
E o 'desprezador' gastando a moeda em mais uma dose de whiskey.
Podia ver a senhora tentando atravessar a rua e o carro estacionado na faixa de pedestre.
E o dono do carro do outro lado da rua, pagando para receber um boquete no bordel.
Via as moscas zanzando de copo em copo, lixo em lixo, bosta em bosta, e percebi que elas não se diferenciavam do homem, da moça, da criança, dos fumantes, dos gargalhantes, do alcoólatra, da senhora, do boqueteiro e nem de quem vos escreve.

Lucas Vechiato